Evento será realizada entre os dias 5 e 11 de abril, em Brasília (DF)

Da Redação

Nos próximas dias a capital federal sediará mais uma edição da maior assembleia indigena do país. O 22º Acampamento Terra Livre (ATL) ocorrerá entre os dias 5 e 11 de abril, no Eixo Cultural Ibero-Americano, em Brasília (DF). Diante do agravamento da crise climática, do aumento da violência nos territórios indígenas e dos ataques do Congresso Nacional aos direitos originários, o movimento indígena, por meio da Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (APIB), convoca a sociedade a apoiar a realização do encontro.

Há 22 anos, o ATL reúne milhares de lideranças indígenas das cinco regiões do país para denunciar violações de direitos, incidir sobre o poder público e defender seus territórios.

De acordo com Dinamam Tuxá, coordenador executivo da Articulação, as doações são essenciais para viabilizar a estrutura do acampamento, além de garantir a presença e a alimentação das lideranças. “Fortalecer o ATL é fortalecer a linha de frente da luta indígena no Brasil. O ATL é a defesa do futuro, da vida, dos territórios e da democracia. Precisamos do apoio de aliados, organizações e artistas que acreditam e querem somar com os povos indígenas”, afirma.

Em 2026, o evento tem como tema “Nosso futuro não está à venda: a resposta somos nós” e apresenta como eixos centrais a demarcação e a proteção das Terras Indígenas, os ataques do Congresso Nacional aos direitos indígenas e as eleições gerais.

Sobre o ATL 

No ano de 2025, o ATL reuniu mais de 9 mil indígenas em Brasília. Com o tema “APIB somos todos nós: em defesa da Constituição e da vida”, a mobilização celebrou os 20 anos de luta e conquistas da Articulação dos Povos Indígenas do Brasil.

Em sua carta final, o acampamento reforçou a defesa dos direitos territoriais e o protagonismo indígena na agenda climática global. “Nossa ciência e sistema ancestral, expressos na agroecologia, nas economias indígenas, na gestão coletiva dos territórios e na nossa relação espiritual com a Mãe Natureza, preservam a biodiversidade, todas as formas de vida, incluindo os mananciais, e sustentam sistemas alimentares saudáveis e equilibrados. Por isso, demandamos a retomada imediata das demarcações de todas as terras indígenas no Brasil como uma política climática efetiva, além do financiamento direto para a proteção integral dos nossos territórios e dos nossos modos de vida.”

Sobre a APIB 

A Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (APIB) é uma instância de referência nacional do movimento indígena, criada de baixo para cima. Ela reúne sete organizações regionais indígenas (Apoinme, ArpinSudeste, ArpinSul, Aty Guasu, Conselho Terena, Coiab e Comissão Guarani Yvyrupa) e foi criada para fortalecer a união dos povos indígenas, a articulação entre as diferentes regiões e organizações, além de mobilizar contra ameaças e agressões aos direitos indígenas.

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Foto de capa:  André Guajajara/ MPI

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