Levantamento divulgado pelo Escavador mostra que o estado registrou 7.974 denúncias ambientais nos últimos três anos.

Da Redação

Dados divulgados pela plataforma Escavador mostram que o Brasil registrou um crescimento recorde no número de denúncias ambientais em 2025. No ano passado o país registrou 367 mil denúncias relacionadas à crimes e infrações ambientais. O número mostra um crescimento recorde de 868% no volume de denúncias em comparação à 2024. O levantamento contabilizou 481.954 casos entre janeiro de 2023 e maio de 2026.

Segundo o levantamento, o Pará lidera entre os estados amazônicos, com 7.974 denúncias ambientais registradas entre nesse período. Em seguida aparecem Amazonas, com 4.335 processos, Rondônia, com 3.090, Acre, com 928, Tocantins, com 924, Roraima, com 779, e Amapá, com 465 registros.

Entre 2023 e 2026 a região Norte acumulou, ao todo, 18.495 denúncias ambientais. O número coloca a região atrás apenas do Sudeste, que concentrou mais de 403 mil processos ambientais, impulsionado principalmente pelos registros em Minas Gerais, São Paulo e Rio de Janeiro.

O monitoramento realizado pela plataforma considera 25 categorias de infrações ambientais em todo o território nacional, incluindo licenciamento ambiental, agrotóxicos, saneamento, reservas legais, gestão florestal e áreas de preservação.

De acordo com a análise mensal do Escavador, a mudança mais brusca no volume de processos começou a ser percebida a partir de maio (2025), quando os registros saltaram para 68 mil denúncias, alcançando o pico em junho, com mais de 134 mil casos. Nos meses seguintes, entre julho e setembro, os índices permaneceram elevados, variando entre 25 mil e 53 mil processos, antes de iniciarem uma desaceleração gradual no último trimestre do ano.

“A preocupação, neste momento, é compreender a volatilidade dos registros ambientais ao longo dos últimos anos. No entanto, a alternância entre picos e quedas no volume de denúncias pode indicar tanto maior capacidade de detecção quanto mudanças no comportamento das infrações e da fiscalização ambiental no país”, explica Dalila. 

Para a Coordenadora Jurídica e encarregada de dados do Escavador, Dalila Pinheiro, a forte oscilação no volume de denúncias ambientais no Brasil entre 2023 e 2026 reforça a importância do monitoramento de infrações ambientais e da evolução dos mecanismos de fiscalização no país. 

Levantamento por região

No comparativo entre as regiões, a análise do Escavador mostra que o sudeste do país concentra a maior parte das ocorrências ambientais no período, com forte participação impulsionada por Minas Gerais, São Paulo e Rio de Janeiro. A região soma 400 mil processos ambientais, consolidando-se como a principal área de registros no país. Em seguida aparecem o Centro-Oeste, com 27 mil denúncias; o Norte, com 18 mil; a região Sul, com 17 mil processos ambientais; e o Nordeste com 14 mil denúncias.

No recorte por estados, Minas Gerais lidera com ampla vantagem, somando 365 mil processos ambientais no período analisado. Em seguida aparecem São Paulo com 26 mil denúncias, dando continuidade com Mato Grosso (22 mil), Pará (7 mil) e Rio de Janeiro (7 mil), compondo o topo do ranking nacional. 

Segundo Dalila, o número de denúncias reforça a crescente conscientização ambiental no Brasil. “O aumento da visibilidade das questões ambientais tem ampliado a capacidade de denúncia e de fiscalização social, começando pelo estado de Minas. Isso significa um cenário mais ativo de monitoramento, tanto por parte da sociedade quanto das instituições públicas”.

Confira a lista de denúncias ambientais por estado (2023 a 2026):

Minas Gerais (MG) – 365.293
São Paulo (SP) – 26.433
Mato Grosso (MT) – 22.633
Pará (PA) – 7.974
Rio de Janeiro (RJ) – 7.684
Santa Catarina (SC) – 7.667
Bahia (BA) – 7.107
Paraná (PR) – 5.739
Espírito Santo (ES) – 4.397
Amazonas (AM) – 4.335
Rio Grande do Sul (RS) – 3.758
Rondônia (RO) – 3.090
Goiás (GO) – 2.308
Maranhão (MA) – 1.790
Mato Grosso do Sul (MS) – 1.658
Alagoas (AL) – 1.383
Ceará (CE) – 1.269
Distrito Federal (DF) – 1.122
Acre (AC) – 928
Tocantins (TO) – 924
Sergipe (SE) – 907
Paraíba (PB) – 829
Roraima (RR) – 779
Pernambuco (PE) – 768
Amapá (AP) – 465
Rio Grande do Norte (RN) – 453
Piauí (PI) – 261

Distribuição de casos por região:
Sudeste – 403.807
Centro-Oeste – 27.721
Norte – 18.495
Sul – 17.164
Nordeste – 14.767

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Foto de capa:  Alex Ribeiro / Ag. Pará

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